domingo, 31 de dezembro de 2023

Max Fisher - A Máquina do caos: Como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo #6


Autor: Max Fisher
Título: A Máquina do caos: Como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo
Editora: ‎ Todavia; 1ª edição (2023)
Número de páginas: 512
Data da Leitura: 30/11/2023 Data de Fim: 31/12/2023
Tema: Redes sociais, Manipulação, Eleições, Vale do Silício

No livro, o repórter investigativo Max Fisher, analisa o impacto que as redes sociais representam para a  nossa sociedade. O autor faz um breve histórico do surgimento das redes sociais, desde as primeiras plataformas, até os gigantes atuais, como o Facebook, o Twitter e o Instagram. Ele destaca o papel crucial que essas plataformas desempenharam na democratização da informação e na conexão de pessoas de todo o mundo.
No entanto, o autor também alerta para os perigos das redes sociais. Em que argumenta que as plataformas estão projetadas para maximizar o engajamento dos usuários, o que pode levar à disseminação de desinformação, ao extremismo e à polarização.
O livro é dividido em quatro partes. A primeira parte, "A origem", discute a história do surgimento das redes sociais. A segunda parte, "O algoritmo", analisa o funcionamento dos algoritmos que determinam o que vemos nas redes sociais. A terceira parte, "O efeito", examina os impactos das redes sociais na sociedade. A quarta parte, "O futuro", discute os desafios e oportunidades que as redes sociais representam para o futuro.
O autor apresenta uma série de exemplos que ilustram os perigos das redes sociais. Ele cita, por exemplo, o caso da eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, que foi marcada pela disseminação de desinformação nas redes sociais. Ele também discute o papel das redes sociais na propagação de extremismo e na polarização social.
Como as atualizações realizadas, como por exemplo no Face book, com um Feed personalizado em que cada usuário visse o que seus amigos estão fazendo no site, fez com que o instinto de conformismo do ser humano se acentuasse e assim surgissem os engajamentos. Com o uso massivo desta plataforma se promoveu uma influência constante no cotidiano e assim a manipulação para um maior engajamento e adestramento por estas mídias. 
E na finalização, se conclui que com argumentação de que as redes sociais são uma força poderosa que ela está remodelando a sociedade. O autor defende que é necessário repensar a nossa relação com as redes sociais para minimizar os seus riscos e aproveitar os seus benefícios.
Alguns dos principais pontos desenvolvidos ao longo do livro:
- As redes sociais são ferramentas poderosas que podem ser usadas para o bem ou para o mal. Elas podem ser usadas para promover a democracia, a conectividade e a liberdade de expressão. No entanto, elas também podem ser usadas para espalhar desinformação, extremismo e polarização.
- Os algoritmos das redes sociais são projetados para maximizar o engajamento dos usuários. Isso significa que eles são projetados para mostrar aos usuários conteúdo que é provável que os façam interagir com a plataforma, mesmo que esse conteúdo seja falso, perigoso ou polarizador.
- As redes sociais estão remodelando a sociedade. Elas estão mudando a forma como nos comunicamos, consumimos informações e nos relacionamos com o mundo ao nosso redor. Ainda não sabemos quais serão os seus impactos a longo prazo.
O livro "A máquina do caos" é uma leitura essencial para quem quer entender o impacto das redes sociais na sociedade contemporânea. Ele fornece uma análise aprofundada dos perigos e benefícios das redes sociais, e oferece insights valiosos sobre como podemos repensar a nossa relação com elas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Jessica Bruder - Nomadland: Sobrevivendo aos Estados Unidos no século XXI #5

 


Autora: Jessica Bruder
Título: Nomadland: Sobrevivendo aos Estados Unidos no século XXI
Editora: ‎ Rocco; 1ª edição (2021)
Número de páginas: 304
Data da Leitura: 08/11/2023 Data de Fim: 30/11/2023
Tema: Geografia Humana, Geografia Econômica, Não-Ficção

Sinopse:
O livro que inspirou o filme dirigido por Chloé Zhao estrelado por Frances McDormand e vencedor do Oscar de melhor filme em 2021.
Dos campos de beterraba da Dakota do Norte aos acampamentos da Floresta Nacional de San Bernardino, na Califórnia, empregadores descobriram uma nova força de trabalho educada, disposta e de baixo custo, composta em sua maioria por norte-americanos mais velhos e sem endereço fixo. Muitos deles estão afundados em dívidas, sem poder pagar um aluguel ou uma hipoteca, com uma aposentadoria que mal dá para o básico.
Resultado da grande recessão econômica de 2008, essa parcela invisível da sociedade ganhou as estradas em RVs, trailers, ônibus e vans, formando uma crescente comunidade de nômades, que não aceitam o rótulo de “sem-teto”, são simplesmente “sem-casa”. Eles têm um lar e este está sobre quatro rodas, acompanhando-os para onde forem (geralmente o próximo trabalho mal remunerado, sem direitos trabalhistas e em condições duvidosas).
Nesta reportagem sensível e impressionante, que expõe o fim do “sonho americano”, Jessica Bruder segue as rotas mais usadas dos que trabalham em empregos temporários e conhece gente de todo tipo: um ex-professor, um executivo do McDonald’s, um ministro de igreja, um policial aposentado e veteranos de guerra, entre muitos outros. Inclusive e principalmente sua irrepreensível protagonista/garçonete/caixa de loja de departamento/empreiteira/avó Linda May.
Em um veículo de segunda mão que Bruder apelida de “Van Halen”, a jornalista pega a estrada para ver de perto e viver como vivem os objetos do seu estudo, transformados em personagens na película de Chloé Zhao, estrelada por Frances McDorman. No filme, McDorman interpreta Linda, mas a miséria, a solidão e a injustiça social desconhecem os limites entre realidade e ficção, e o drama das telas não é diferente do que se encontra nestas páginas.
Acompanhando Linda May e os demais em limpezas de banheiros, armazéns repletos de mercadorias e reuniões no deserto, Bruder nos conta uma história reveladora de um lado sombrio da economia estadunidense _ um lado que prevê o futuro precário que pode estar à espera de muitos de nós. Ao mesmo tempo, ela celebra a excepcional resiliência e criatividade desses cidadãos, que contribuíram para a economia ao longo da vida, e tiveram que abrir mão de suas raízes para sobreviver. No entanto, como Linda May, que sonha em encontrar a terra onde possa construir sua “Earthship” sustentável, eles não deixaram de ter esperança.
Fonte: skoob

Minhas impressões: 
Histórias de vidas resilientes, por mais que tudo esteja conspirando para que desistam, muitos resistem e lutam para sobreviver. Desmistifica muito a realidade de uma sociedade em que por mais que se tenha em conta como um país de primeiro mundo, tem uma parcela da sociedade que vive nas periferias, com seus revezes, mesmo assim com esperança de que tudo mude.